COMO ACABAR UMA BRIGA

Ter inteligência emocional vai além de saber distinguir seus próprios sentimentos e necessidades, também é traduzir os sentimentos e necessidades dos outros e oferecer esse presente de interpretação para a outra pessoa.

Marshall B. Rosenberg conta em seu livro com título “Comunicação não-violenta” que ele estava dando uma palestra em uma mesquita do campo de refugiados da Cisjordânia e um dos ouvintes gritou para ele: “Assassino! Matador de crianças!”.

Ele concentrou sua escuta no que aquele homem estava sentindo e necessitando. A partir de todo o contexto em que ao caminho do campo de refugiados ele avistou várias latas vazias de gás lacrimogêneo escritas Made in EUA, ele ouviu o que estava por trás das palavras do homem e respondeu de modo a tentar interpretar os sentimentos e necessidades dele.

MARSHALL: Você está com raiva porque gostaria que meu governo usasse seus recursos de forma diferente?

HOMEM: Pode ter certeza que estou!  Você acha que precisamos de gás lacrimogênio? Precisamos é de esgotos e moradias. Precisamos ter nosso próprio país!

E assim seguiu o diálogo, o homem expressando sua dor e Marshall escutando os sentimentos e necessidades por trás de cada frase. Ele não concordava e nem discordava do que estava sendo dito, uma vez que o homem se sentiu compreendido ele se acalmou e a palestra continuou.

Não precisamos passar exatamente pelas mesmas experiências de uma pessoa ou concordar com a forma de pensar dela para conseguir ter empatia, basta apenas fazer um ajuste em como você ouve o que está sendo dito. Às vezes a fala do outro pode vir como uma agressão para nós, mas se alterarmos o foco para entender as necessidades e sentimentos que estão por trás da fala daquela pessoa, conseguiremos ter um diálogo mais construtivo e empático do que brigas, intolerâncias e agressões.

Essa sutil diferença em mudar o foco da sua escuta, faz toda a diferença nos diálogos. O famoso “níngém briga sozinho” é uma realidade. Só conseguimos olhar com empatia e despertar a empatia no outro se ouvirmos qual é a necessidade por traz daquilo que está sendo dito e fazer a tradução necessária.

Confira esse texto que eu dou o passo a passo para uma Comunicação Empática.