PRA QUÊ EU PRECISO SABER O QUE A OUTRA PESSOA ESTÁ SENTINDO?

Uma confusão comum gerada por nossa linguagem é o uso do verbo sentir sem realmente expressar nenhum sentimento. Falamos muitas vezes a palavra “sinto” quando na verdade queríamos dizer “penso” e “acho”.

Por exemplo: “Sinto que fiz uma boa ação hoje”, nessa frase o sentimento talvez fosse gratidão ou felicidade por ter feito uma boa ação, mas não foi o que foi expresso pela frase. Claro que ao ouvir ou ler a frase podemos fazer algumas deduções, mas só saberemos com certeza os sentimentos se a pessoa o expressar ou se nós fizermos a leitura corporal ou se eu perguntar a ela o que sentiu ao fazer tal ação.

Mas aí você me pergunta: “Pra quê eu preciso saber o que a outra pessoa está sentindo?” ou “O que ganho em entender o que eu estou sentindo?”.

A resposta é que quando falamos em sentimentos tiramos a possibilidade do julgamento e com isso acabamos com os maus entendidos, os preconceitos e as brigas. Quando utilizamos as técnicas da comunicação empática o nosso poder de persuasão aumenta.

Da mesma forma, é útil diferenciar palavras que descrevem o que pensamos que os outros estão fazendo à nossa volta, de palavras que descrevem sentimentos reais. No livro Comunicação Não-Violenta tem um exemplo que ilustra muito bem isso que estou explicando: “Sinto-me insignificante para as pessoas com quem trabalho”. A palavra insignificante descreve como achamos que os outros estão me avaliando, e não um sentimento real, que nesse exemplo, poderia ser “sinto-me triste” ou “sinto-me solitário”.

Muitas pessoas não conseguem se imaginar expressando seus sentimentos no ambiente de trabalho, entretanto, as pessoas que fizeram isso ao dar feedbacks à sua equipe ou em fazer apresentações do seu negócio, ficaram abismados com os resultados. Os seus ouvintes foram mais empáticos e atenderam de forma mais solidária aos pedidos que estavam sendo feitos.

Se quiser se aprofundar nas linguagens que geram 10 vezes mais conexões e melhorar seus relacionamentos pessoais você pode assistir ao vídeo do webinário em que eu falei sobre isso, clicando no link abaixo:

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