VOCÊ DARÁ RISADAS DOS SEUS PROBLEMAS AFETIVOS SE FIZER ISSO

Uma vez, eu estava sozinha com a minha afilhada, na época ela deveria ter uns 2 ou 3 anos e fui coloca-la para dormir. Ela começou a chorar muito, berrando que queria a mãe, eu tentei acalmá-la de muitas forma diferentes, eu cantei, expliquei que a mãe chegaria quando ela já estivesse dormindo, tentei distrair contando histórias, falando sobre o dia e ela berrava, berrava, berrava. Vinha para o meu colo, saía, me chutada, esfregava um pé no outro, colocava a coberta, chutava a coberta, eu cantava, falava com ela e nada.

Chegou um momento depois de uns 40 minutos nessa situação, eu já estava sem paciência, cansada, ansiosa para ela dormir logo e falei mais alto do que os berros dela: “Vitória, pra mim já deu, já fiz tudo que eu sabia para te ajudar a acalmar e dormir, estou cansada, não aguento mais isso!”

Ela foi ficando mais quieta, eu levantei da cama, sentei no chão e disse já com um tom mais calmo: “Vou ficar aqui com você, estarei aqui até você dormir, mas não consigo mais te ajudar a dormir”.

Fiquei ali do lado um tempo, ela foi se acalmando, ainda rolava de um lado para o outro na cama, mas ao menos tinha parado de berrar. Eu também fui me acalmando ali, aí ela pediu para segurar a minha mão e dormiu.

Porque eu te contei essa história toda?

Para te dizer que às vezes nós não conseguimos ser empáticos com o outro porque quem está precisando de empatia é a gente. Então nós podemos gritar de forma não-violenta chamando atenção para nossas próprias necessidades desesperadas naquele momento. Você pode conferir como se comunicar de forma mais empática conferindo o texto que escrevi sobre o assunto com título “Os 4 passos da Comunicação Empática”.

Se a outra pessoa também estiver passando por uma intensidade de sentimentos que não consiga nos escutar, nem nos deixar em paz, tenho um recurso que quero compartilhar com você que é muito eficiente: saia fisicamente da situação! Vá para outro ambiente 😊. Assim damos a nós mesmos o tempo e a oportunidade de conseguir a empatia necessária para voltar com outro estado de espírito.