PARA QUE FAZER PARTIDO SE DÁ PARA FAZER JUNTO?

Poucas pessoas sabem mas eu já tive um canal no Youtube, antes do Linguagens que Conectam, em que cantava RAP para adolescente. Eu falava sobre assuntos que eu achava pertinente, com uma linguagem que fosse mais atraente para os jovens. Cantava sobre educação, meditação, saúde, bem-estar, espiritualidade e política.

rap

A pergunta “Para que fazer partido se dá para fazer junto?” é de uma das minhas músicas em que o tema central é como lidamos com a política. Hoje eu trouxe esse tema aqui porque política na maioria das vezes é um assunto que NÃO conecta, normalmente gera resistências, brigas, maus entendidos e polarizações.

Então eu resolvi assumir um desafio aqui e falar sobre política utilizando a Comunicação Não-Violenta (CNV) e queria te convidar para fazer o mesmo.

Quer saber o que você vai ganhar com esse desafio?

Quer saber porque você deve aceitar esse desafio?

Listei 4 grandes razões para te convencer:

RAZÃO #1: O planeta Terra gira em torno do Sol.

Esse argumento é realmente arrebatador! Rsrsrs

Brincadeiras à parte, essa razão é importante porque te mostro como é possível fazer uma observação sobre alguma coisa sem fazer um julgamento sobre ela. Apenas observei, nesse caso estudei e fiz uma observação do que está acontecendo sem apontar o dedo para o “Sol” ou para a “Terra” e sem fazer críticas pessoais a eles, que é o primeiro passo da CNV. Se nós conseguimos fazer isso em relação aos planetas, conseguimos fazer isso em relação aos comportamentos humanos, aos políticos, aos partidos e às divergências de ideias.

RAZÃO #2: Eu me sinto confusa porque tenho a necessidade de mudanças positivas em relação à gestão pública.

Frase aparentemente filosófica, mas irei explicar…

Gostaria de confiar e ter a segurança de que as pessoas que estão criando projetos e aprovando leis que impactam todos os brasileiros, que estivessem com o foco no bem-estar coletivo e não preocupados só com o próprio umbigo.

Aqui vem um grande exercício de comunicação empática, o que eu acho que é melhor para mim e para o país não necessariamente é o que você acha. Outras pessoas podem ter visões diferentes, por vezes opostas às minhas, por vezes complementares. Então vamos exercitar a observação sem julgamento:

Vamos observar os dados do ranking mundial.

Na educação, o Brasil está no 63º posição em ciências, 59º em leitura, 66º em matemática.

Em relação à segurança dentre os 163 países avaliados o Brasil se encontra na 105º posição, ficando atrás de países historicamente violentos e pobres como Honduras, Haiti, Libéria e Angola.

Vamos para algumas outras observações que me dão mais esperança.

O número de movimentos suprapartidários e de movimentos políticos apartidários organizados pela sociedade civil triplicou, desde 2016. Para mim isso indica que as pessoas estão deixando de acreditar em “salvadores da pátria” e entendendo que o Brasil somos todos nós.

Com isso, eu também gostaria de fazer uma observação que percebi no “pé de guerra” que estão as redes sociais. As pessoas (pelo menos, as que aparecem no meu feed) estão defendo fortemente, seja a favor ou contra os candidatos à presidência, mas não dando tanta atenção em quem iremos eleger para senadores e deputados e no fim das contas o presidente não consegue fazer muita coisa se o congresso não aprovar.

RAZÃO #3 Até explicar que focinho de porco não é tomada já aconteceu muita coisa.

Quando a gente assume notícias, memes e pesquisas eleitorais como verdades absolutas estamos entrando em um terreno perigo, principalmente quando as fake news (notícias falsas) estão na moda. Quando replicamos frases e hashtags (#) prontas sem parar para perceber quais sentimentos aquilo desperta em nós e quais as necessidades que estamos buscando atender, nossas frases ficam vazias e cheias de maus entendidos.

Fiquei perplexa quando eu ouvi a mesma frase de dois amigos com opiniões distintas. Um é defensor do #elenão e o outro defensor do #elesim e os dois estavam buscando a mesma coisa: ALGO DIFERENTE DO QUE ESTÁ AÍ. RENOVAÇÃO. E como vocês podem ver para os dois o caminho para se chegar nesse “algo diferente” é completamente diferente. Quando nós pararmos de defender bandeiras e hashtags e começar a ouvir os sentimentos e as necessidades que estão buscando serem saciadas nas frases e argumentos que nós falamos e que os outros estão expressando, aí sim conseguimos construir um diálogo sem ataques pessoais. Somente nesse ponto, numa dimensão acima é que o #elenão e o #elesim se transforma no #nós.

RAZÃO #4: Porque eu ficaria muito feliz em saber que eu não estou sozinha em querer propagar mais a empatia do que o ódio.

Finalizo esse texto com a esperança de ter tocado o seu coração com empatia. Se você aceitou o meu desafio, comenta aqui embaixo, ou no instagram do Linguagens para eu saber que não estou sozinha, compartilhe comigo suas observações sem julgamentos. #tamojunto.