VOCÊ PEDE OU EXIGE?

Você já notou que quando os nossos pedidos são recebidos como exigências, por mais que as pessoas respondam positivamente a eles, são recebidos com uma linguagem corporal de resistência?

Quando os outros acreditam que serão culpados ou punidos se não atenderem aos nossos pedidos é porque eles foram recebidos como exigências.

Quanto mais tivermos culpado, punido ou acusado as pessoas, no passado, quando não atenderam aos nossos pedidos, maior será a probabilidade de que nossos pedidos sejam agora entendidos como exigências.

O que fazer, então, para quebrar esse ciclo?

Podemos ajudar os outros a acreditarem que estamos pedindo, e não exigindo, indicando que somente gostaríamos que a pessoa atendesse ao seu pedido se ela pudesse fazer de livre vontade. Sendo assim, poderíamos perguntar: “Você está disposto a botar a mesa?” em vez de “Gostaria que você pusesse a mesa”.

Para acender a empatia na outra pessoa, ela precisa sentir que o seu pedido não é uma exigência, somente assim é que aumentarão as chances de você receber uma resposta positiva ao seu pedido.

A maneira mais poderosa de comunicar que estamos fazendo um pedido genuíno é oferecer nossa empatia às pessoas quando elas não atenderem ao nosso pedido. A maneira como reagimos quando os outros não atendem aos nossos pedidos é o que vai diferenciar se o pedido foi genuíno ou se foi uma exigência. Escolher pedir em vez de exigir não significa que devemos desistir sempre que alguém disser não às nossas solicitações, significa que não tentaremos convencer a pessoa antes de oferecermos nossa empatia com o que está impedindo que ela diga sim para nós.