VOCÊ É SUBMISSO?

Você já viu um amigo ser inconveniente e não ter a menor noção de que está incomodando as outras pessoas? Ou já ouviu um colega criticar fervorosamente o aspecto de alguma pessoa, sendo que ele faz a mesma coisa?

Se você reparar, é mais comum do que imagina, as pessoas não terem autopercepção, ou seja, não conseguirem observar aspectos nelas mesmas que enxergam nas outras pessoas. A pergunta do título do texto foi escrita intencionalmente para provocar uma reflexão! A maioria das pessoas que são submissas não acham que são e normalmente arrumam desculpas para justificar seus comportamentos.

Utilizar o corpo como autoconhecimento de nossa personalidade na maioria das vezes é surpreendente. A relação entre nossa estrutura psíquica (emoções, comportamento, mindset) e suas correspondências corporais (rigidez, falta de flexibilidade, fragilidades, etc) já são estudados por culturas milenares, porém os estudos científicos que investigam a relação do corpo com os nossos comportamentos ganharam grandes proporções aqui no ocidente quando Reich fez inúmeras descobertas, entre 1922 e 1957.

Estimulado pelo momento histórico, época em que Hitler ascendeu ao poder na Alemanha, Reich intensificou suas pesquisas na psicologia de massa do fascismo. Entre outras coisas, ficou evidente que a repressão do corpo servia como uma preparação do indivíduo para a aceitação das demais repressões.

Em termos mais específicos, a inibição sexual tenderia a gerar pessoas impotentes diante da vida e, em consequência, potencialmente aderentes a ideologias autoritárias, como a nazifascista – Reich.

Tudo isso para te contar que observar o seu corpo, suas posturas e como se movimenta, facilita uma autopercepção mais acurada de sua respiração, tensões, pensamentos e comportamentos. Quando proporcionamos mais sinuosidade para nossa linguagem corporal isso permite um funcionamento orgânico mais livre e saudável.